Renego a minha vida e a entrego a meu guardião, desta forma irei a sombria e densa maldade com a penas minha Fé e luz e farei com que o mal socumba ao meu poder. Isso eu farei com todo o meu esforço diante da promessa que ao fim terei paz!
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
A caçada - A grande Biblioteca parte 4
Murioce me explica que também posso usar magia e que isso me deixaria mais forte, mas que primeiro eu deveria descobrir qual seria o meu caminho, de que elemento eu iri retirar minha energia, como essa iria se manifesta e qual o preço que eu pagaria por ela.
- Qual é o fonte da sua magia Murioce?
-Eu retiro a minha energia da luz do sol e da minha própria vida, mas não aconselho minguem a fazer isso. Foi algo que aprendi com o meu pai.
Fico assustado, ele retira energia vital para fazer magia, como ele pode estar vivo, deve ser por isso que ele dorme de três em três horas, deve ser uma forma de ele repor energia.
- O seu pai era mago?
-Sim, sou filho de um mago com uma amazona, minha mãe foi morta logo apos ao meu nascimento pela sua tribo, meu pai conseguiu me salvar.
Espero mais alguns minutos antes de fazer outra pergunta. Estamos montando acampamento de baixo de uma grande arvore, foram dois dias inteiros de viagem sem descanso, a não ser as cochiladas de Murioce.
- Como é possível você retirar energia da sua vida para magia e não morrer?
- É por causa da minha fonte, eu me alimento da luz do sol, porem essa energia exige muito do meu corpo, assim eu a substituo pela minha energia vital, assim toda a energia vital que eu gasto com magia eu a reponho com a energia da luz do sol. Se eu tentar usar a energia da luz de forma direta eu ficarei muito debilitado.
- Foi isso que você fez contra os homúnculos, certo?
-Sim mas eu só usei uma pequena parte do meu poder, e deu no que deu. Meu pai me ensinou a controlar a minha energia vital e utiliza-la, por isso que tenho que dormir em intervalos de tempo curtos assim posso reabastecer a minha energia vital e também não necessito durmir muito a noite.
Fico pensando qual seria a minha fonte de magia, e qual seria o preço que pagaria por usa-la. Começo a preparar o jantar, Samantha não nos deu muita coisa mas é o suficiente para fazer um ensopado de coelho, que |Murioce havia caçado.
-Quais são as outras fontes de energia, e como eu faço para descobrir a minha? - pois dependendo do preço não sei se quero tentar, mas não falo isso a ele.
-Pelo o que eu sei, quase tudo pode ser uma fonte de energia, luz, terra, água, fogo, ar, coisas como sentimentos, amor, ódio, qual quer coisa, des que você tenha contato direto com a fonte, e nem sempre a magia pode ser usada para ataque como no meu caso.
-Mas o que pode acontecer?
-Sei la, você poderia, por exemplo, apenas poder curar, fazer surgir plantas o fazer comida, tudo é possível. Para sabermos qual é a sua fonte eu terei que fazer alguns testes com você, mas faremos isso apos a janta.
Termino de fazer o ensopado, comemos bastante para poder repor energia, em seguida guardo as sobras para uma próxima refeição. Decidimos dormir um pouca antes de fazer os testes, fico apreensivo com o teste mas consigo pegar no sono. No meu sonho vejo Marcus, ele esta amarrado em um quarto escuro, estou confuso, é como se eu fosse ele, sinto cheiro de cachorro molhado e de carne podre, o que aconteceu com ele, uma porta se abre mais ao fundo, um lobo enorme entra na sala, não consigo enxergar direito por causa da luz que vem da porta, mas conforme a besta vem em minha direção ela vai tomando outra forma, uma forma humana uma mulher. Nesse momento sinto meu corpo balançando e acordo.
-Vamos caçador, saia desse sono. -Murioce estava tentando me acordar, provavelmente o meu corpo estava reagindo a minha visão.
-Marcus esta em perigo, mas não sei onde ele esta, não sei o que fazer.
-Faça o que lhe foi pedido, e mantenha a calma, eu pudi ver um pouco da sua visão e não creio que ele esteja correndo perigo.
-Como não, se você viu mesmo, sabe que aquilo era um lobisomem, bom nesse caso uma, mas mortal da mesma forma.
-Bom não creio que amarrar vítimas sejam feitos de lobisomem, por isso fique calmo.
Murioce tinha razão, essas bestas não pensam no que fazem mas aquela esta muito calma. Murioce me chama para uma clareira a alguns metros do acampamento.
-Esta pronto caçador, vamos começar os testes, e só para saber, não sera nada confortável.
Cada vez mais me arrependo das minhas escolhas.
domingo, 5 de junho de 2011
A caçada - O fim da calmaria.
Samantha parecia muito brava, andava com a sua cadeira de um lado para outro tentando arruma um lugar para deixar o Murioce. Eu estava muito preocupado com os homúnculos, e se eles nos seguiram, isso traria muito problemas para Samantha.
- Me desculpe, eu não sabia a quem recorrer!
- Por que não foi atrás daquele seu amigo, é por causa dele que você esta nessa situação. E além do mais o que eu poderia fazer olha pra mim eu estou aleijada, eu não poderia ajudar em nada se houvesse uma batalha aqui, eu seria um estorvo.
Eu não sabia o que dizer a Samantha, ela estava certa, eu só traria problemas para ela, mas não tive escolha, Murioce é o único que conhece o caminho para a grande biblioteca e eu não posso deixar ele morrer.
- Me escuta Samantha, eu só preciso dar um jeito de curar ele. Nos fomos atacados por uns caras estranhos, eles podiam se transformar em animais eram rápidos e quando assumiam a sua forma verdadeira eles não tinham expressão alguma.
Samantha fica apreensiva, vai rapidamente para a janela e observa se a alguém suspeito, em seguida fecha todas as janelas e cortinas.
- No que você se meteu Joe, esses que você acabou de me descrer são os homúnculos, criação da sede de vingança do Abdul-Basit, se eles estão aparecendo quer dizer que ele começou a sua vingança.
Eu já havia ouvido falar sobre ele, mas achei que era apenas uma lenda, Abdul-Basit jurou matar todos os doze iluminados. Mas se isso for verdade o que eles queriam com Murioce?
Samantha havia preparado um estrato de ervas, que fedia muito, para passar nos ferimentos de Murioce, nos ja havíamos retirado todas as farpas que estavam em seu corpo e colocado uma tala em sua perna quebrada.
- Murioce se cura rápido por causa da magia, mas ao julgar pela cor pálida da sua pele, foi a magia que o deixou fraco desse jeito. - disse Samantha.
- Ele estava cercado por muitos homúnculos, eu não sei muito bem o que aconteceu a ele.
Já fazia duas horas que estávamos esperando alguma melhora, alguns ferimentos já haviam se curado, era espantoso como a magia agia em sua recuperação. Depois de mais algumas horas Murioce começou a acordar.
- Obrigado Samantha...
- Como você sabe?
- Não seja tolo caçador, eu estava inconsciente mas pude ouvir tudo o que vocês disseram, e o que mais me preocupa é que Samantha confirmou o que eu já temia, Abdul-Basit.
- Como eu queria estar errada, eu escuto essa historia desda época que vivia no Egito quando ainda era uma andarilha.
Murioce se levanta remove a tala da perna, ela já estava curada, assim como quase todos os outros ferimentos, mas ele ainda estava fraco, a magia havia exigido muito dele.
- Vamos logo caçador, eu não posso me demorar, temos que chegar o mais rápido possível na Grande Biblioteca, temo que Abdul-Basit ja saiba a sua localização e por isso mandou seu cervos me atacarem, para que eu não possa tentar impedir-lo.
Rapidamente juntamos nossas coisas para poder sairmos, Samantha nos dera mais um pouco de extrato de ervas,caso a gente viesse precisar, e um pouco de comida para a viagem.
Antes de sair agradeço a Samantha.
- Muito obrigado Samantha, eu juro que lhe recompensarei por isso.
-Não se preocupe Joe, eu vou cobrar.
Murioce e eu saímos rapidamente da casa de Samantha, Murioce havia dito que iríamos seguir até o mar Adriático, sinto que vou me arrepender de ter aceitado ajudar Marcus mas não posso volta atrás agora .
Seguiremos viagem de pelo menos uma semana de caminhada, não podemos pega nenhum transporte e arriscar um confronto com outras pessoas por perto, além do mais podemos correr mais rápido que qual quer carro.
- É Joe, esse é o fim da nossa calmaria.
-Como assim?
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A caçada - A grande biblioteca parte 3 - Fuga
Levanto-me e vou ate a sua direção, quando fui tocar em seu peito para te chamar em um movimento rápido ele segura o meu braço, abre seus olhos e me olha no fundo dos olhos.
- Rouger Mc. Dauguer, eu posso confiar em você, quando chegar a hora fará o que é certo?
Não sei por que ele me chamou por esse nome, esse que eu não ouvia há muito tempo e desejava nunca mais ouvir, e por quer dessa pergunta isso faz uma dor surgir em meu peito.
- Como você sabe esse nome, e o que você quer dizer com essa pergunta?
- É sempre assim, ninguém escuta e fica pensativo, sempre me questionam.
- Não se preocupe meu caro amigo eu tive um deslumbre de seu futuro você ainda terá tempo.
Murioce se levanta apreensivo vai ate a janela e olha pela brecha da cortina para ver se tem algo de errado, o som dos animais já avia parado, mas os homúnculos ainda poderiam estar por la.
- O que vamos fazer agora? - pergunto para ele -
- Vamos sair pelo fundo, depois vamos sair dessa cidade imunda, não aguento mais esse cheiro.
Em quanto falava ele ia pegando algumas coisas pela casa, pegou vários pergaminhos que pela aparência devia tem centenas de anos, livros e algumas ampolas. Não perguntei nada sobre essas coisas, assim que terminou saímos rapidamente.
Corríamos pelas vielas da velha cidade passando por escorias, que quando nos viram correndo se assustavam. Quando estávamos quase saindo da velha cidade percebi que havia alguns homúnculos no osso encalço.
- Estamos sendo seguidos! - aviso ele, mas percebo que provavelmente ele já havia notado muito antes de mim -
- Sim, temos que dar um jeito de nos livrarmos deles antes de sai da cidade!
Fomos cada um para um lado, o grupo que nos perseguia se dividiram em dois grupos um veio atrás de mim e outro continuou atrás do Murioce. Rapidamente saquei o meu bastão e parei em um beco para enfrentar os meus perseguidores. Três deles pararam a uns seis metros de mim outros dois vieram em minha direção, um pulou por cima de mim me distraindo, quando chegou bem em cima virou um elefante, rapidamente desviei para a direita, mas não percebi o segundo chegando pelo mesmo lado, esse virou um tigre de bengala que pulou e bateu com a pata no meu peito fazendo três cortes profundo. Cai de joelho por causa da dor, mas me levantei rapidamente o homúnculo que havia virado o elefante tinha se transformado em um ratinho e vinha rapidamente em minha direção, ao chegar à minha frente tentei acertar ele, mas nesse momento ele se transformou em um gorila e me acertou uma pancada na cara, a minha visão ficou turva e perdi um pouca do censo de direção. Virei-me rapidamente para o mesmo, que novamente tentou me acertar, consegui desviar e o acertei-lhe uma pancada com o meu bastão, ele ficou um pouco tonto, peguei na sua cabeça e quebrei o seu pescoço, novamente ele voltou a sua forma original.
Ainda havia muitos homúnculos, Murioce também estava tendo problemas, não resistiríamos por muito mais tempo.
- Murioce...! - Gritei chamando ele, como se pedindo para ele fazer algo. -
Parece que ele entendeu o meu pedido, e num passe ele fez com que uma neblina muito densa subisse no meio da batalha, não era possível enxergar quase nada, mas eu podia sentir algo me guiando, sai correndo sem saber muito bem para onde e depois de alguns instantes eu já estava fora da neblina e quase fora da velha cidade, mas onde estava Murioce, eu não o via em lugar nenhum.
Penso em voltar, mas não adiantaria, pois não dava para enxergar nada, começo a gritar seu nome esperando por uma resposta, quando vejo uma luz saindo do meio da neblina e indo em direção ao céu, junto havia alguns pedaços de animais, logo imaginei que eram de alguns homúnculos. A luz rapidamente se apaga e percebo que era o próprio Murioce, ele começa a cair muito rápido e aparentava estar inconsciente, corro em sua direção tentando pensar no que fazer, mas ja era tarde, ele caiu e em cima de um velho barraco de madeira. Quando chego, o encontro muito machucado e bem pálido, a sua perna esquerda estava virada para traz, acredito que quebrada e havia pedaços de madeira fincados nos seus braços e na lateral do abdômen. Pego ele e o coloco no ombro, tenho que tirar ele desse lugar, mas só tem uma pessoa que poderia me ajudar agora e é Marcus, mas ele esta muito longe para chegar a tempo, só mi resta Samantha, espero que ela me receba.
terça-feira, 8 de março de 2011
A caçada - Em busca de uma verdade. Parte 4 - Entre lobos
sábado, 29 de janeiro de 2011
A caçada - A grande biblioteca Parte 2
Ando pelas ruas tentando não chamar a atenção, mas era difícil, primeiro porque quem não estava machucado ou ferido, doente ou morto, já chamava a atenção e depois porque todo tipo de criatura que la se escondia já tinha sentido o meu cheiro. Pergunto a alguns moradores sobre o Murioce, mas toda vez que eu citava seu nome para alguém esse logo saia correndo ou me atacava praguejando. Logo deduzi que ele não era muito querido por la.
Não precisei procurar muito para achar Murioce, depois de meia hora de procura escutei muitos gritos e algumas explosões, comecei a ir em direção a batalha, pego meu bastão e me esgueiro pelas casas destruídas.
Quando estou chegando perto escuto algo passando por cima de mim, rapidamente me escondo de baixo de um batetente de porta, e o que vejo me deixou muito preocupado, quinze matadores do clã Phoneútria passaram rapidamente sem notarem a minha presença, para quem não sabe os matadores do clã Phoneútria são homúnculos, seres sem formas criados por magos para serem escravos, bem esses podiam assumir a forma que quisessem, por isso eram os melhores assassinos, mas o que estavam fazendo aqui.
Saio rapidamente no encalço deles, devem esta atrás de algo muito importante pois ignoraram totalmente a minha presença.
Depois de alguns metros vejo a área de batalha, tudo estava devastado, como isso fosse possível, os homúnculos atacavam de forma implacável um único cara, eles tomavam as mais diversas formas, leões, aranhas gigantes, e outros que eu nunca tinha visto, mas o seu alvo era forte, ele passava por entre os monstros com acrobacias e retalhando eles com uma faca, a qual a lamina era estendida por uma luz azul, um a um ele os destruía mas muitos ainda estavam vindo.
Sabendo que me arrependeria, saio em disparada em direção a batalha para ajudar.
- Venham suas masinhas de modelar sem forma! - foi o bastante para chamar a atenção de alguns.
Logo de cara um veio em minha direção, levantei o meu bastão para acerta-lo, nesse momento ele se transformou em um pássaro passando por de baixo do meu braço, em seguida em um gorila e se segurou em minha costa, mas antes que ele conseguisse me atacar, com um movimento rápido o puxei por cima da minha cabeça e o acertei com o meu bastão, pode ouvir o som de sua massa cefálica se esmagando, ou qualquer outra coisa que eles tenham na cabeça, volto acorrer em direção ao acrobata que já avia matado pelo menos mais quatro homúnculos. Eu consegui acertar mais três, penso se esse não poderia ser Murioce, mas logo esse pensamentos some junto com a investida que levei de um elefante, fui jogado pelo menos uns sete metros antes de acertar uma parede. Caio no chão e vejo um enorme paquiderme vindo em minha direção tento me levantar mas estou zonzo, um pouco antes de me acertar escuto uma frase esquisita.
- Banana Split!
E uma luz forte surge me cegando, quando a minha visão voltou eu ja estava em um barraco, não muito longe de onde estava havendo a batalha pois ainda podia ouvir o som de muitos animais como num zoológico com as jaulas todas abertas, na minha frente estava aquele acrobata.
- Foi por pouco caçador. - Ele me fala dando um sorriso irônico - Mais um pouco você vira pasta de amendoim.
-Você é Murioce? - Pergunto a ele ainda meio zonzo.
- O próprio, mas o que você estava fazendo mo meio da que la batalha. Ela não era sua.
Me levanto ja melhor e tento me localizar, era uma sala destruída, havia alguns moveis mas todos no mesmo estado que a sala.
- Eu estava a sua procura. - Ele me olha desconfiado pega a sua fala e fica alerta. - Eu quero uma informação.
- É o que todos querem de mim, e sempre querem saber como matar mais, ser o mais forte, ser imortal, nunca muda.
- Eu não desejo nada disso Murioce.
- E o que você deseja saber então caçador? - Ele se senta em um sofá velho, bem, o que sobrou dele. - O que faz de você diferente dos outros?
Termino de me levantar e vou em sua direção.
- Preciso saber onde fica a Grande Biblioteca, e você foi o único que saiu de la e que sabe a sua localização.
Ele me olha com uma cara de surpresa, ele se levanta e me olha nos olhos como para saber se eu estava mentindo.
- Não desvie o olhar por nenhum segundo caçador, quem te mandou?
- Uma amiga.
- E as suas intenções, quais são?
- Como assim, eu só quero ajudar um amigo.
- E as intenções de seu amigo, quais são?
Fico sem resposta, não sabia como responder aquela pergunta, pois não sabia a situação de Marcus e nem como ele pretendia usar as informações que eu conseguisse. Mas eu conheço ele a um bom tempo para saber que ele era bom.
- Eu acredito que sejam boas.
Murioce fecha os olhos por um segundo, se senta novamente no velho sofá.
- Espere por uma hora caçador, eu preciso meditar sobre isso.
Eu o questiono.
- Mas eu tenho que me apressar, não sei a situação de meu amigo.
Ele ergue a mão, como quem manda uma criança se calar, abre os olhos e me reprende.
- Se você quer a minha ajuda terá que esperar caçador.
Ele novamente fecha os seus olhos, eu me sento no chão a alguns metros dele. Só espero que ele seja pontual e que aqueles homúnculos não nos ache. A Marcus isso ira custar varias pizzas.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
A caçada - A grande biblioteca Parte 1
Vou ate o lado norte da cidade, para falar com uma velha amiga minha, Samantha. Pobre mulher fora tão linda nos seus tempos de gloria, não muito ao certo como ela virou uma de nos, mas ate onde eu sei ela oi umas das primeiras. Ela veio do Egito antigo e lutou com muitos, vampiros, licantropos, mecromancer, mas perdeu para o ser mais forte, algo que ela não pode controlar o amor, que lhe custou as duas pernas e uma não, pobre Samantha.
- Ola Joe.
- Como você me ouviu chegar?
- Não me subestime, sou aleijada mas não surda. Mas a que devo a sua presença?
- Um velho amigo não pode visitar uma amiga?
- Novamente me subestimando Joe, você não vem aqui a mais de 100 anos, e de repente sentiu saudades. Ouvi dizer que você tem buscado por informação, algo sobre um tratado com lobos, não é isso?
Não posso negar, já fazia um tempinho que não a ia visitar, mas esperava que ela não tivesse notado esses poucos anos, bom para nos 10 anos ou 100 não fazem muitas diferenças.
- Bom, Marcus esta em uma jornada especial - a qual eu não aprovo - quando se deparou com pelo menos uma centena de licantropos, os quais o cobraram de respeitar o tratado.
- E ele ainda esta vivo, como é possível, um único lobo já é difícil, imagino eu que uma centena seria morte.
- Ai que esta a coisa, existe uma força que os impedem de confrontarem, Joe me disse que é como uma parede invisível que o empurra para traz cada vez que ele tenta se aproximar.
Samantha fica pensativa e não respondeu mais nada, ela se locomove com a sua cadeira pela sala de sua casa usando seu braço esquerdo, o único membro inteiro. Não avia muita coisa na sua casa, alias a casa era apenas a sala, nela avia uma TV, logo ao lado esquerdo uma geladeira velha que fazia muito barulho e pingava água por baixo e no fundo varias pilhas de livros antigos, papiros, coisas que ela juntara por sua vida.
- Não sei se posso te ajudar Joe, uma historia da qual ninguém ouviu falar. Não sei se é coisa boa.
- Samantha, qualquer coisa ajuda, você é a mais velha entre os andarilhos daqui por favor.
Ela fica em silencio por um tempo, pensando se deveria ou não me ajudar.
- Você já ouviu falar da Grande Biblioteca?
- Sim dizem que ela foi destruída junto com Alexandria, assim como a Biblioteca de Alexandria, ela continha todo o conhecimento do mundo na época.
- Bem, assim como a Biblioteca de Alexandria a Grande Biblioteca não fora destruída.
- Como isso é possível, todos sabemos dessas historias e nunca ninguém disse o contrario.
Ela me olha com uma cara de sarcástica e balança a cabeça como se estivesse dizendo não.
- Meu velho amigo, não se esqueça que eu estive la, pelo menos em Alexandria. Quando a Biblioteca foi atacada um mago a protegeu e a enterrou antes que fosse totalmente saqueada ou destruída, o mesmo aconteceu com a Grande Biblioteca
- Mas quem eram esses magos?
- Eram os responsáveis pelas bibliotecas, o mago Seriamn era o responsável por Alexandria, era um mago do ar e do tempo e Gornh o responsável pela Grande Biblioteca, o mago da água e da vida e ambos eram apaixonados por conhecimento.
- Magos, e eles ainda vivem?
- Ninguém sabe, as duas bibliotecas nunca foram achadas.
- E como isso pode me ajudar?
Com um sorriso malicioso e olhando para baixo Samantha se vira para mim.
- Eu conheço uma pessoa que ja esteve na Grande Biblioteca, mas não será fácil achar ele e muito menos convencer ele de ajudar você. Procure por Murioce na velha cidade ele poderá te ajudar.
- Obrigado Samantha, mas essas bibliotecas foram enterradas muito antes do tratado então... - ela me interrompe.
- Vá logo Joe, não questione o meu conhecimento, as bibliotecas nunca param de aprender, isso eu posso lhe garantir.
Nesse momento ela se vira e vai ate a sua TV, eu sabia que ela não falaria mais comigo, por isso sai em direção a velha cidade, esse era um lugar para bandidos e prostitutas, bêbados e monstros, eu não seria bem recebido la, ha Marcus isso vai sair caro.
"O conhecimento não espera por você, espera apenas pelo tempo , por isso controle o tempo"
Mago Seriamn, ensinando os jovens de Alexandria.
domingo, 19 de dezembro de 2010
A caçada - Em busca de uma verdade. Parte 3 - Uma incognita.
- Joe, por favor responda o meu chamado. - eu me esforçava o máximo para chamar a sua atenção.
Fica um tempo de silencio, isso me incomoda, pois preciso muito de sua ajuda. Depois de um tempo ele me responde.
- Achei que você ja estivesse morto, me sinto menos culpado por saber que ainda esta vivo.
- Joe, eu preciso que você me faça um favor. - eu não me sentia muito a vontade por pedir mais esse a joe. - preciso que você descubra tudo que poder sobre um tratado, um acordo feito com os licantropos.
- Mas que tratado é esse Marcus?
-Esse é o problema, eu não tenho a mínima idéia, a unica coisa que sei é que foi feita a 300 anos.
-Como isso pode ser possível, a gente estava aqui a 300 anos, mas não me lembro de nada.
-Eu sei Joe, esse é o problema. Eu preciso muito da sua ajuda, por favor.
Joe demora a responder, mas posso ouvir os seus pensamentos como se fossem meus, esse é um dos problemas de um elo mental.
-Vou ver o que posso fazer Marcus, em quanto isso tente se manter vivo.
Ele corta o elo antes de eu agradecer, sempre posso contar com Joe, ele é um grande amigo. Ja é noite quando termino de falar com Joe, escuto um ruido fora da minha barraca, saio para dar uma olhada, bem no limite da magia que nos impedia avia quatro licantropos, os quatro maiores que eu ja tinha visto, eles eram um pouco maior que um cavalo com pelos longos, que chegavam ate o chão dois deles eram negros como a noite, eles estavam sentados cada um em uma ponta da colina, eles tinham o focinho compridos, que mesmo fechados as presas saltavam para fora. Os outros dois eram um prata e o outro da cor de mel, o prateado fica a frente dos quatros, esse era um pouco menor que os demais, porem tinha um porte mais imponente e em volta de seu pescoço uma juba, logo atras vinha o de cor mel esse aparentava ser o mais forte dos quratro, tinha varias cicatrizes e uma cortando o seu olho esquerdo, o qual deveria ser cego.
Eles mantinham guarda me vigiando, eu agradecia por essa magia que nos impedia de confrontar, pois não teria chance contra eles.
"A historia pode ser contada de varias maneiras, mas algumas não deveriam ser lembradas"
segunda-feira, 19 de julho de 2010
A caçada - Em busca de uma verdade. Parte 2 Uma noite estranha.
Já é noite do quinto dia de viagem, estou a uns 200 metros da beira da estrada, preciso montar acampamento e descansar, percebo que dês que comecei a minha jornada, não me depararei com nenhum inimigo, e isso é estranho, pois nunca andei mais de um dia fora da cidade sem me confrontar com alguma coisa,ou pelo menos sentir o seu cheiro, alguma coisa esta errada.
“Estou de pé em frente a minha barraca, mas porque, olho a minha volta e vejo algo que gostaria que fosse apenas um sonha, nunca tinha visto tantos deles junto e todos a ponto de me atacarem. Já lutei com dois de uma vez, não foi nada fácil mas fui vitorioso, mas aqui deve haver mais de 100 destas bestas. Eu posso ver elas estão vindo, o cheiro de sangue esta cada vez mais forte”
Abro os olhos, mas o que foi aquilo será possível todos aqueles lobisomens juntos. Rapidamente me levanto pronto para a batalha, da qual sei que não poderia sobreviver. Saio rapidamente da minha barraca com a minha adaga em mãos e pronto para o que viesse porem nada vejo, mas sinto o cheiro fétido de carne podre que emana de seus focinhos, mas porque não me atacam.
- Venham seus imundos... – Grito sem saber onde estão.
Vários grunhidos e Uivos começam, é um som horrível, todas aquelas bestas uivando e desejando a minha carne ao mesmo tempo, era como se eu ouvi-se a morte chamando o meu nome. Eu podia sentir a tensão no ar, pronta para estourar a qualquer momento, mas não acontecia e já estava preste a amanhecer e eles teriam que se esconderem ou eu veria as suas verdadeiras formas humanas.
O sol esta nascendo, olho para o lado oposta a estrada, para onde eu podia ver uma colina, eu sabia que era lá que eles estavam durante a noite.
Vejo uma figura humana vindo da colina em minha direção, será possível que ele mostrara a sua face humana a mim, com certeza ele sabe quem sou apenas pelo meu cheiro e que terei que mata-lo.
- O que quer em nosso território caçador? – me perguntou o homem que vinha em minha direção, ele era baixo de mais ou menos um metro e sessenta, tinha a pele queimada pelo sol e vestia apenas uma bermuda rasgada, também possuía barba e cabelo que há muito tempo não era cortada.
- Como assim seu território, vocês não tem direito a nada a não ser a morte. – Disse a ele com força, porem não conseguia me mover em sua direção, apenas para traz, alguma coisa invisível me segurava e eu não sabia o que era.
- Não seja cínico, o tratado foi feito a mais de 300 anos, o que você quer?
Eu não sabia de que tratado ele estava se referindo, mas nunca tinha saído por mais de um dia de viajem dos perímetros de Roma nesses últimos 2000 anos.
- Mas que tratado? – Pergunto a ele.
- Não me provoque caçador, você sabe muito bem do que estou falando.
Afasto-me ate a minha barraca, tentando ignorar aquele ser, pois a mesma força que me impedi de atacá-lo também o impedia. Resolvi ficar por mais algum tempo naquele lugar, precisava saber o que era aquilo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A caçada - Em busca de uma verdade. Parte 1
Fiquei mais forte e rápido, mas só fui perceber o quanto quando voltei para terra, é incrível, é como se todo o universo estivesse sempre um passo atrás de mim, quando eu corria era como se o tempo parasse e tudo ficasse a minha mercê.
Thorbog me mandou para a minha primeira missão desdo fim do meu treinamento, ele me pedira algo que não sei como fazer, como poderia ser possível, mesmo com a minha velocidade eu só conseguia ver o tempo parar, como eu poderia voltar nele, como eu descobriria o porque da sua luta o porque ele me salvou (contos - A adaga de Hariel).
Depois que fui devolvido a terra, não vi mais nenhum dos iluminados, sendo que na verdade eu apenas tinha conhecido Thorbog, voltei para a minha vida como andarilho, voltai para a mesma esquina, e la estava Joe, meu velho amigo.
- Você esta diferente Marcus - comentou Joe quando meu viu chegar.
- É só cansaço - respondi para ele, mas sabia que nunca mais eu seria o mesmo depois do que eu passei, antes dele dizer mais alguma coisa eu lhe perguntei.
- Joe, você já é andarilho a quanto tempo? - Joe tinha cara de avô, mas um bom porte fisico, sabia que ele não estava nessa vida a masi tempo que eu, mas mesmo assim devia de ser muito tempo.
- Nossa Marcus eu já não conto a muito tempo, não sei mais. Apenas me lembro de fazer algo que nunca deveria ser perdoado, mas era o certo, e depois disso la estava eu caçando essas aberrações que nunca se acabam.
Não era a primeira vez que ele comentava sobre isso, mas nunca dissera o que fizeste.
- E se você pode-se voltar no tempo para corrigir isso? - perguntei a ele sem parecer dar muita importância.
- Eu tentei, mas não consegui. - respondeu ele meio constrangido.
O que ele disse, ele tentou voltar no tempo, então deve ter alguma maneira de se fazer isso, mas como.
-Como isso é possivel?
-É melhor você não saber disso, não é coisa boa, o que aconteceu não pode ser mudado, apenas causara mais dor a você. - ele não me diria com facilidade, mas eu teria que dar um jeito de saber.
- Joe, eu não quero mudar nada, quero apenas ver, tirar uma duvida sobre o meu passado, nada de mais. - ele abaixou a cabeça relutante em falar qualquer palavra, mas eu insisti.
-Joe...Por favor! - ele virou de costa para mim, e saiu caminhando devagar.
- Eu não me responsabilizo pelas conseqüências. Vá em busca do Vidente do Oeste, mas tome cuidado, não sera fácil achar ele e nem seguro.
Joe vai embora antes mesmo de eu agradecer, ele não ficou feliz em me ajudar, mas eu precisava saber, eu tenho uma chance de voltar no tempo e ver o que acontecera no meu passado.
Eu me sentei na esquina para a minha ultima vigília antes de me preparar para a minha jornada. As pessoas passam e me olham com certo desprezo, mas isso não me incomoda mais, minhas roupas velhas, o meu mal cheiro e cicatrizes, esses que foram ganhados em batalhas para que muitas dessas estejam hoje me olhando.
- Quem será você Quarto Iluminado?
segunda-feira, 22 de março de 2010
A caçada - Doce Ilusão
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A caçada – A pena de um anjo.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A caçada - O fim da primeira tormenta
Fecho os meus olhos, será esse o fim da minha tormenta, ser morto desta maneira, não me importo dês que eu tenha o que me foi prometido. Morrerei de olhos abertos, verei bem no fundo de sua alma fétida e agradecerei pelo meu fim. Abro meus olhos, será esse o fim da minha tormenta, ele não me ataca algo o fez para, quando olho para o alto vejo varias luzes, eles saltam pelas arvores com grande ferocidade, me levanto como posso e assisto o fim desesperado deste demônio, ele os ataca com todas as suas forças, com toda a sua raiva, mas nada é valido, de repente eles se canção foi rápido e limpo, em um clarão virou pó. Levanto-me, sou cercado pelas luzes, nenhuma escuridão ficou no lugar, o dia se fez naquele parque em plena meia noite. Meu braço é curado e minhas forças restauradas, eram dozes, os dozes que eu jamais imaginei ver, os dozes iluminados.
"Enquanto a luz se faz em um extremo, a escuridão se fortalece em outro!" O quarto iluminado.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
A caçada – Ao luar
Foi tudo tão rápido, as pessoas mortas, o cheiro fétido um ser cheio de medo e dor tudo como eu tinha visto, mas isto, como será possível?
Foi como um trovão, a lua chegou ao seu ápice, como era linda, e o seu se manchou de vermelho, eu nunca tinha lutado com algo assim nem lobisomens ou vampiros, espíritos ou os cruéis matadores do clã Phoneútria, esse era emplacaveu seu alito fedia morte, seus grunidos tinha o son de cada gota de sangue dos que por ele foram mortos, esse so pode ser uma coisa, algo que eu nunca imaginei enfrentar, um demonio!
Corro por entre asarvores do parque como nunca corri antes, ele esta logo atras brincando comigo, saboriando o meu medo, algo que eu não sentia a tanto tempo, agora eu vejo, o poder em minhas mão, todo ele, de nada me ser ve agora!
Derrepente não sinto mais o chão, como pode ser, uma simples pedra me derrubar desta maneira, caio com força ouço o som do meu braço se quebran sinto uma dor forte, sera esse o meu fim, sera esse o começo da minha paz?
sábado, 17 de outubro de 2009
A caçada – O entardecer
Acabo de acordar de mais um sono de reparo, tão calmo e sereno no começo, tão tenso e desesperador no final. No instante final do sono em um breve momento antes de eu abrir os meus olhos, não deve ser mais do que alguns décimos de segundo, mas que parece uma eternidade.
Eu o vejo, podre alma, marionete descartável, mas quem o controla? Eu não vejo, mas vejo muitas casa e poucas pessoas, sendo que essas já não são mais... Pobres almas. Novamente estou à frente daquele infecto, esta escuro, já é noite uma bela noite a luz da lua cheia ilumina a face desespera desta pessoa, será medo será dor?
Em um instante este é dilacerado, seu corpo é despedaçado e espalhado pelo chão, mas se não ele quem devo enfrentar?
Acabo de acordar, abro os meus olhos para uma possível morte, levanto e me equipo, lembro do meu juramento, saio para o meu destino, não precisarei caça-o, pois ele o fará, eles sempre os fazem.
Mas que belo entardecer!